Execução de técnicas de gestão e análise de sustentabilidade do negócio agropecuário em propriedades rurais dos municípios do Oeste da Bahia: Formosa do Rio Preto, São Desidério e Barreiras
Resumo
Nas últimas décadas o crescimento da agroindústria no Brasil levou a necessidade de se garantir o equilíbrio entre a qualidade e quantidade dos recursos naturais e o desenvolvimento social e econômico, em um processo conhecido como desenvolvimento sustentável. Esse equilíbrio é também uma exigência legal dentro da legislação brasileira. Para que se determine o grau de sustentabilidade de uma propriedade rural torna-se necessário determinar suas
características e quantificá-las. Isso é possível empregando-se os indicadores de qualidade ambiental. O uso destes indicadores é importante também na tomada de decisões sobre o gerenciamento da propriedade e de suas atividades, tornando-se assim um instrumento essencial na gestão do agronegócio. No presente trabalho foram aplicados indicadores sobre o uso do
solo e água em três fazendas localizadas no Oeste do estado da Bahia, nos municípios de São Desidério, Barreiras e Formosa do Rio Preto. São empreendimentos com área entre 2400 e 8600 hectares, são produtoras de algodão, soja, milho e gado. Todas elas têm Cadastro Ambiental Rural (CAR), empregam atividade mecanizada e empregam trabalhadores rurais. Utilizam-se adubos orgânicos e sintéticos na dose correta e com orientação técnica, além de métodos de plantio direto e rotação de cultura para evitar a erosão. O descarte de resíduos sólidos, em especial embalagens vazias de defensivos, é feita seguindo o método 5M e com apoio e fiscalização da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia. A água captada é principalmente subterrânea ou secundariamente do Rio de Pedras. As águas servidas são descartadas via fossa séptica, havendo cuidados no descarte da água usada na limpeza dos frascos descartados de defensivos. De uma maneira geral as propriedades estudadas apresentam ações iniciativas visando atender a sustentabilidade e exigências legais ambientais, indicando a possibilidade do uso destes indicadores como auxiliares na administração, sendo recomendado apenas um estudo mais cuidadoso do descarte de águas.