Uso de indicadores de qualidade ambiental para recursos hídricos e solo: pesquisa para estudos de piscicultura no litoral sul da Paraíba ao Brejo Paraibano e na Implementação de Técnicas de Recuperação de Áreas Degradadas em Propried
Abstract
O crescimento populacional e econômico gerou fortes pressões nos recursos ambientais e nos ecossistemas, como promove também degradação ambiental. Uma atividade potencialmente degradadora é a agropecuária, que é essencial a economia brasileira, tanto para a grande propriedade como para a pequena propriedade familiar, que hoje gera renda para milhões de brasileiros. Para garantir a sustentabilidade desta atividade, ou seja, que possa ser feita sem comprometer a o ambiente e os recursos naturais, deve-se ter características ou parâmetros mensuráveis que são chamados de indicadores ambientais, que
mostram as diversas características do meio ambiente e dos recursos existentes em uma propriedade rural, e que servem ainda para orientar ações a serem tomadas para garantir a adequação legal das propriedades e sustentabilidade. No presente estudo aplicaram-se estes indicadores em propriedades na Paraíba e Mato Grosso do Sul. As propriedades da Paraíba
são pequenas (até 15 hectares) e destinadas a piscicultura, enquanto as propriedades do Mato Grosso do Sul eram maiores (entre 330 e 1200 hectares) e tinham maior diversidade de atividades (pecuária, agricultura, piscicultura). As propriedades maiores apresentavam áreas de proteção permanente (APP), proteção de nascentes e nas propriedades da Paraíba ocorria o reuso de águas usadas dos criadouros de peixe. No Mato Grosso do Sul é realizado o descarte do esgoto via fossa séptica, e nestas também ocorre problemas de desgaste do solo e erosão, mas elas têm iniciativas de preservar o solo e conter a erosão, como cultivo em curva de nível. Assim, os resultados finais mostraram que tanto pequenas como grandes propriedades têm ações visando a sustentabilidade, sendo que nas maiores envolve ações mais amplas na proteção do recurso solo.